Esta conclusão não é minha, mas bem que poderia ser. Num debate na SIC Notícias, uma convidada atira com esta frase: "se há uma coisa que já descobri é que nada é eterno". Pois não. Ou, pelo menos, para algumas pessoas as coisas são menos eternas do que para outras.
Como me dizia alguém outro dia, "um minuto chega para arruinar uma carreira que levou muito tempo a construir". Pois chega. Mas chega porque vivemos numa sociedade cruel, onde o respeito pelos outros é muito baixo porque também é quase nulo o respeito por nós mesmos.
Vivemos "ressabiados" e com a mania da perseguição. Mas alguém, no seu perfeito juízo, pode achar que o Mundo conspira contra si?! É preciso, realmente, estar muito fora de si e das mudanças constantes do Mundo.
O Mundo muda a cada segundo que passa. Pessoas entram e saem das nossas vidas; o amor transforma-se em ódio e o ódio em amor; uma carreira de sucesso transforma-se em pó e qualquer um mais ambicioso constrói uma carreira de sucesso baseada na fama e em pés de barro. Não há paciência para conspirações, para pessoas mal educadas e para a ingratidão. Posso fazer uma sugestão? Vamos dizer, no final de cada dia: "obrigada à vida pela oportunidade que me deu de aprender mais qualquer coisa hoje".
terça-feira, maio 5
segunda-feira, abril 6
Cuidar de Nós... Esquecer a Motivação dos Outros
Um destes dias li um artigo interessante sobre o tempo que gastamos a pensar nas motivações dos outros e que perdemos a concentrarmo-nos em nós. Quando alguém nos faz alguma coisa de que não gostamos, tentamos perceber o que motivou essa pessoa, pomos em causa os seus sentimentos, a veracidade das suas acções. Tudo o que nos disseram perde a razão de ser e é colocado na balança. Algum tempo depois, vendo o problema de fora, juntamos as peças do puzzle e tentamos encontrar justificações para a nossa tese. Na realidade, como dizia nesse artigo, as pessoas têm motivações que às vezes nem elas mesmas conhecem. O que significa que nem nós, por muito que tentemos, vamos conseguir conhecer. Não vale a pena pensar nas intenções porque delas está o "Inferno cheio". É preferível concentrarmo-nos no que é importante para nós. Alguém nos magoou. Foi com intenção?! Pouco importa. Importa, isso sim, definirmos o que queremos das nossas vidas e a razão pela qual essa pessoa não nos voltaria a magoar. Porque, independentemente de ter feito de propósito ou não, há razões nossas que nos levam a não querer que ela volte a entrar nas nossas vidas. Li, reflecti e assino por baixo. O que conta é o que queremos, não o que nos dizem para querer nem as intenções e motivações das pessoas. Chegaram, partiram, magoaram de propósito. Tanto faz. Já desapareceram e somos livres de escolher o caminho.
segunda-feira, março 23
Solidão... mais uma vez
Este é um tema que não se esgota nem se esgotará. Por muitas teorias que apareçam sobre a solidão e a idade em que ela bate com mais força, a realidade diz-nos que todos nós, por alguns momentos, já sofremos desta dor. Podemos ter amigos, namorados, família, mas há sempre um momento algures em que nos sentimos sós. Porque nos afligimos com o amanhã, porque a dado momento sentimos que não somos compreendidos, porque há alturas em que estamos perdidos sem saber para onde ir e por que caminho. Nestes últimos dias têm-me falado muito de solidão. Por norma, são pessoas com alguma idade que vivem sós e que estão dias seguidos sem falar com alguém. Mas também há relatos de jovens (estudantes e não só) desenraizados, em profundos momentos de solidão. A solidão é um mal dos tempos de hoje?! Eu acho, muito sinceramente, que é um mal gerado pela crise de valores. Porque, afinal de contas, nunca como hoje foi tão fácil encontrar amigos (de cama, de ocasião, de tempo indeterminado). Nunca foi tão fácil, em parte, devido à Internet. Mas depois, no fundo, no fundo, fica o vazio de serem poucos aqueles com quem realmente nos identificamos. Solidão. Solidão. O combate é forte, a solução imprevisível. O facto é que nos atinge.
sexta-feira, março 20
O Poder Terapêutico do Tempo
Já muitas vezes ouvimos dizer que o tempo tudo cura. E é verdade. O tempo não apaga memórias, mas acalenta a dor e transforma-a em aprendizagem. O tempo leva a que o que teve importância a perca devagarinho e o que nunca pensámos ter possa vir a ganhá-la. O tempo diz-nos que tudo faz parte de uma aprendizagem e que nada acontece por acaso. Entre um ponto e o outro... está o tempo. E quando o conseguimos atravessar com coragem e sem pensar em solidão chegamos ao final muito mais fortalecidos. O tempo revela-nos que, afinal, não estávamos enganados. Estamos apenas confusos porque parámos para pensar, mas o tempo em breve revelará que é melhor assim. E viva o tempo... O meu, o dos outros, o da Humanidade.
quarta-feira, março 18
A importância do palavrão, de acordo com Millôr Fernandes
Não resisti a este texto fabuloso. Para alguns, talvez asneirento. Mas o objectivo não é ofender nem chocar ninguém, é mesmo parar para reflectir em tudo o que temos contido e que muitas vezes era mais fácil se "botássemos" cá para fora.
Foda-se - Millôr Fernandes
(adaptado)
O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à
quantidade de "foda-se!" que ela diz.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma
pessoa melhor.
Reorganiza as coisas. Liberta-me.
"Não quer sair comigo?! - então, foda-se!"
"Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então,
foda-se!"
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos
extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário
de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos
mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua
língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que
vingará plenamente um dia.
"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a
ideia de muita quantidade que "comó caralho"?
"Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão
matemática.
2
A Via Láctea tem estrelas comó caralho!
O Sol está quente comó caralho!
O universo é antigo comó caralho!
Eu gosto do meu clube comó caralho!
O gajo é parvo comó caralho!
Entendes?
No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a
mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!".
Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem
nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem.
O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto.
Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades
de maior interesse na tua vida.
Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro
para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência.
Solta logo um definitivo:
"Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!".
O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro
Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema,
e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...)
Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu
correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente,
sílaba por sílaba.
Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito
assim, põe-te outra vez nos eixos.
Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se
reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um
merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.
E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua
maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"?
Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus
quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de
seu interlocutor e solta:
"Chega! Vai levar no olho do cu!"?
3
Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima.
Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar
firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado
amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de
maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a
sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!".
Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para
uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de
ameaçadora complicação?
Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor
num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo
assim como quando estás a sem documentos do carro, sem
carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a
mandar-te parar. O que dizes? "Já me fodi!"
Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada
funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a
saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os
empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e
em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a
desejada reforma tem que aumentar … tu pensas “Já me fodi!”
Então:
Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade
e
foda-se!!!
Mas não desespere:
Este país … ainda vai ser “um país do caralho!”
Atente no que lhe digo!
Foda-se - Millôr Fernandes
(adaptado)
O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à
quantidade de "foda-se!" que ela diz.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma
pessoa melhor.
Reorganiza as coisas. Liberta-me.
"Não quer sair comigo?! - então, foda-se!"
"Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então,
foda-se!"
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos
extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário
de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos
mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua
língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que
vingará plenamente um dia.
"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a
ideia de muita quantidade que "comó caralho"?
"Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão
matemática.
2
A Via Láctea tem estrelas comó caralho!
O Sol está quente comó caralho!
O universo é antigo comó caralho!
Eu gosto do meu clube comó caralho!
O gajo é parvo comó caralho!
Entendes?
No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a
mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!".
Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem
nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem.
O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto.
Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades
de maior interesse na tua vida.
Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro
para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência.
Solta logo um definitivo:
"Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!".
O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro
Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema,
e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...)
Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu
correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente,
sílaba por sílaba.
Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito
assim, põe-te outra vez nos eixos.
Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se
reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um
merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.
E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua
maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"?
Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus
quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de
seu interlocutor e solta:
"Chega! Vai levar no olho do cu!"?
3
Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima.
Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar
firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado
amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de
maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a
sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!".
Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para
uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de
ameaçadora complicação?
Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor
num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo
assim como quando estás a sem documentos do carro, sem
carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a
mandar-te parar. O que dizes? "Já me fodi!"
Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada
funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a
saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os
empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e
em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a
desejada reforma tem que aumentar … tu pensas “Já me fodi!”
Então:
Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade
e
foda-se!!!
Mas não desespere:
Este país … ainda vai ser “um país do caralho!”
Atente no que lhe digo!
segunda-feira, março 16
Pessoas Interessantes
Com alguma arrogância, às vezes costumo dizer que o mundo está cheio de pessoas pouco interessantes. Nem eu mesma sei se não pertenço a essa categoria, mas arrogantemente me tento colocar na lista das pessoas ditas interessantes. Ora isto das pessoas interessantes tem muito que se lhe diga. Em primeiro lugar, o "ser interessante" depende também do quão interessantes nós somos para conseguirmos avaliar os outros à nossa imagem e semelhança. E isso varia de pessoa para pessoa, obviamente. No meu conceito, interessante passou a ser aquela pessoa que nos deixa de boca aberta quando fala, mas não pela sua sabedoria livresca. Muito mais pelos seus estilos de vida, pela forma como olha a vida, como passou por cada experîência e vem agora contá-la. E é isso que me enriquece. Olhar o Mundo e a vida pelos olhos dos outros. Há formas de vida que para mim, de todo, não são vida. São perdas de tempo. Por isso me fascinei tanto pelo meu entrevistado de ontem. Também diz que perde tempo, às vezes, mas todo o tempo que lhe resta aproveita-o para ser ele mesmo e passar uma imagem de força, determinação e muita aprendizagem. Pessoas interessantes? Não chovem, mas existem várias em diversas áreas...
quarta-feira, fevereiro 25
Nada dura para sempre?
Há dias alguém me dizia que o que mais o magoava era o facto de nada na vida durar para sempre, nem o amor e a amizade entre as pessoas. De facto, não raras vezes assistimos a situações em que as pessoas foram as melhores amigas/amantes e depois deixam de se falar para todo o sempre. Parece que viver é isto. É arriscar o desconhecido. É não ter medo de um dia chegar a vez de deixar de ser para sempre. Como não sei o que me acontecerá amanhã, nem mesmo daqui a umas horas, acho que o meu "para sempre" é agora. E, agora, o "para sempre" é cheio de alegrias, de concretizações, de mal-entendidos, de dúvidas, de pequenos nadas. "Para sempre" pouco saberei quem sou. "Para sempre" continuo em busca. "Para sempre" vou ter dúvidas e achar que poderia ter feito diferente. Para sempre, para sempre, para sempre... Como se o sempre e o nunca pudessem, em si mesmos, ser conclusivos e definidores.
domingo, fevereiro 8
A Dúvida
Tomar decisões exige tempo e alguma clareza mental, que muitas vezes se perde quando se anda desatento ou baralhado. Tomar decisões nem sempre é fácil, sobretudo quando a situação é delicada e vai ter consequências nas nossas vidas. Porém, só a nós cabe tomar decisões de vida e escolher os caminhos pelos quais queremos caminhar (ou vamos caminhar a seguir). Às vezes costumo dizer em tom de brincadeira aos amigos: "vá lá! eu vou comprar uma passagem de avião e vou de férias. Quando voltar espero que tenham resolvido este problema na minha vida..."Era bom, era. Decidir faz parte de crescer. Não podemos estar sempre à espera que seja a vida a escolher por nós. Já decidi. Estou na dúvida. Espero que a resposta seja a de que a minha decisão foi a mais certa...
terça-feira, fevereiro 3
Perfeição
Esta semana alguém me dizia que se sente incompreendido porque tende a tentar atingir a perfeição e os outros não só não conseguem... como não o compreendem neste ponto. Lembro-me de ter dito que a perfeição tem muito que se lhe diga. Primeiro: o que é A Perfeição? Será a minha perfeição igual à do outro? Depois: por muito que se tente - e mesmo que seja a nossa - a perfeição nunca se consegue atingir. Está longe, inacessível. Ao almejarmos a perfeição, estamos constantemente a desperdiçar o presente e a sermos muito exigentes. Connosco primeiro e depois com os outro. Além disso, essa exigência faz-nos esperar dos outros aquilo que eles não têm de nos dar. Cada um com a sua imperfeição. Cada um com sua exigência. Portanto, desiluda-se o perfeccionista. Nunca lá chegará e nunca chegará a ter momentos de felicidade se não baixar a fasquia... Que me dizem?!
domingo, fevereiro 1
A Felicidade nas Pequenas Coisas
Os mais sábios sabem, por experiência, que a magia da vida está nas pequenas coisas. Nos pequenos gestos, nas pequenas criaturas, nos pequenos grandes momentos do dia-a-dia. Os mais sábios dizem isso. Os mais exigentes - porque ainda lhes falta sabedoria - não se contentam com os pequenos nadas e querem sempre mais e mais. Chegarão ao que pretendem?! Duvido. Chegarão, iso sim, a um permanente estado de insatisfação em que mesmo um pequeno grande nada é uma imensidão de descontentamento que leva a pensar que, afinal, talvez a vida nao valha assim tanto a pena. A vida é só isto?! Nãaaaa.... - pensa um insatisfeito. Grande insensatez! Afinal, a vida não é mais do que um acumular de pequenos feitos, de pequenas vitórias, de outras tantas derrotas. A vida é... a vida. Por isso não vale a pena esperar pelo ilusório, almejar o amanhã esquecendo o presente e as suas pequenas magias. A felicidade estará nas pequenas coisas? E as grandes, o que são afinal? O amargo de boca de quem sabe que nunca as poderá fazer perdurar...
De Regresso em Regresso
A cada dia um recomeço, já alguém dizia. Outro alguém dizia também que todos os dias se morre um bocadinho para cada coisa e se volta a renascer. Eu morri e renasci várias vezes. Prometi e voltei a prometer, vezes sem conta, que desta vez é que era. Que depois da pausa vinha o regresso, retemperado e recuperado de mais uma avalanche de prosas e ideias. Será este um novo regresso ou só mais uma promessa? Que interessa isso? Interessa, isso sim, que hoje prometi-me voltar e regressei. Amanhã logo se verá...
segunda-feira, setembro 29
Ao Fim do Dia (no Rádio Clube Português)
Ao Fim do Dia
2ª feira, 29 Setembro 2008
21H00 Debate sobre a actualidade com Alexandre Honrado e Sofia Frazoa.
21H30 Reportagem: UM DIA NO HOSPITAL VETERINÁRIO - conversa com o jornalista FERNANDO CORREIA
22H00 Entrevista: Francisco Salgueiro, escritor
22H30 Fórum - 21 0023662
23H00 Conversa entre bloggers sobre animais
23H30 Prazeres da noite: as nossas sugestões culturais
2ª feira, 29 Setembro 2008
21H00 Debate sobre a actualidade com Alexandre Honrado e Sofia Frazoa.
21H30 Reportagem: UM DIA NO HOSPITAL VETERINÁRIO - conversa com o jornalista FERNANDO CORREIA
22H00 Entrevista: Francisco Salgueiro, escritor
22H30 Fórum - 21 0023662
23H00 Conversa entre bloggers sobre animais
23H30 Prazeres da noite: as nossas sugestões culturais
segunda-feira, agosto 25
O Guerreiro da Luz - o Segredo da Felicidade
"Às vezes, o guerreiro da luz tem a impressão
de viver duas vidas ao mesmo tempo.
Numa delas é obrigado a fazer tudo o que não quer,
lutar por ideias nas quais nao acredita.
Mas existe outra vida, e ele descobre-a nos seus sonhos,
leituras, encontro com gente que pensa como ele.
Entretanto, se ele for mais atento,
perceberá que a sua vida é só uma.
Tudo o que precisa de saber é deixar que
os sonhos tomem conta do quotidiano,
e que a disciplina o ajude a conseguir tudo o que sonha.
Certo mercador enviou o seu filho, "O guerreiro da luz",
para aprender o segredo da felicidade,
com o mais sábio de todos os homens.
O rapaz andou durante 50 dias pelo deserto,
até ao alto da montanha onde vivia Aqualang, o homem sábio.
Havia uma farta mesa com os mais belos pratos daquela região do Mundo.
O sábio ouvia, atentamente, o motivo da visita do rapaz,
mas disse que não tinha tempo para lhe explicar o segredo da felicidade.
O rapaz começou a subir e a descer as escadarias do palácio.
Então perguntou o homem sábio:
- Viste as tapeçarias da Pérsia que estão na minha sala de jantar?
- Viste o jardim que o Mestre dos jardineiros demorou 10 anos para criar?
- Reparaste nos belos pergaminhos da minha biblioteca?
Já mais tranquilo, o rapaz voltou a passear pelo Palácio,
desta vez reparando em todas as obras de arte que pendiam de tecto e das paredes.
Viu o jardim do mestre dos jardineiros,
que combinava com as montanhas do horizonte,
sentiu o perfume de cada flor.
De volta à presença do sábio, relatou, cuidadosamente, tudo o que havia visto.
O sábio de todos os sábios disse:
-Vieste aqui em busca de um conselho
e isto era tudo o que tinha para te dizer:
O segredo da felicidade está em olhar todas as maravilhas do mundo
e nunca as esquecer."
de viver duas vidas ao mesmo tempo.
Numa delas é obrigado a fazer tudo o que não quer,
lutar por ideias nas quais nao acredita.
Mas existe outra vida, e ele descobre-a nos seus sonhos,
leituras, encontro com gente que pensa como ele.
Entretanto, se ele for mais atento,
perceberá que a sua vida é só uma.
Tudo o que precisa de saber é deixar que
os sonhos tomem conta do quotidiano,
e que a disciplina o ajude a conseguir tudo o que sonha.
Certo mercador enviou o seu filho, "O guerreiro da luz",
para aprender o segredo da felicidade,
com o mais sábio de todos os homens.
O rapaz andou durante 50 dias pelo deserto,
até ao alto da montanha onde vivia Aqualang, o homem sábio.
Havia uma farta mesa com os mais belos pratos daquela região do Mundo.
O sábio ouvia, atentamente, o motivo da visita do rapaz,
mas disse que não tinha tempo para lhe explicar o segredo da felicidade.
O rapaz começou a subir e a descer as escadarias do palácio.
Então perguntou o homem sábio:
- Viste as tapeçarias da Pérsia que estão na minha sala de jantar?
- Viste o jardim que o Mestre dos jardineiros demorou 10 anos para criar?
- Reparaste nos belos pergaminhos da minha biblioteca?
Já mais tranquilo, o rapaz voltou a passear pelo Palácio,
desta vez reparando em todas as obras de arte que pendiam de tecto e das paredes.
Viu o jardim do mestre dos jardineiros,
que combinava com as montanhas do horizonte,
sentiu o perfume de cada flor.
De volta à presença do sábio, relatou, cuidadosamente, tudo o que havia visto.
O sábio de todos os sábios disse:
-Vieste aqui em busca de um conselho
e isto era tudo o que tinha para te dizer:
O segredo da felicidade está em olhar todas as maravilhas do mundo
e nunca as esquecer."
segunda-feira, julho 28
Mudanças

"As pessoas não mudam" é uma frase que se ouve muitas vezes. Eu acho que as pessoas mudam comportamentos, com tempo e algum esforço. Não acho que mudem a personalidade base. Porque é difícil, porque mudar magoa, porque o desconhecido assusta e porque nem sempre estamos orientados o suficiente para saber como e para onde mudar.
Ultimamente tenho concluído que as pessoas não querem a mudança, sobretudo se o tempo vai avançado. Ou seja, querem a mudança mas não querem ser elas a mudar. Nesta contradição de "muda a vida ou mudo eu?!", passa-se o tempo e nada se faz. Perde-se tempo. E ele é tão precioso!
Deixei de dar desculpa a quem se queixa da vida sem mexer um dedo para que ela mude. Ficam avisados: se querem mudar e nada fazem por isso... não me contactem nos próximos tempos...
Ultimamente tenho concluído que as pessoas não querem a mudança, sobretudo se o tempo vai avançado. Ou seja, querem a mudança mas não querem ser elas a mudar. Nesta contradição de "muda a vida ou mudo eu?!", passa-se o tempo e nada se faz. Perde-se tempo. E ele é tão precioso!
Deixei de dar desculpa a quem se queixa da vida sem mexer um dedo para que ela mude. Ficam avisados: se querem mudar e nada fazem por isso... não me contactem nos próximos tempos...
segunda-feira, julho 7
O descanso do guerreiro (outra vez?!)
O regresso foi anunciado e eis que agora custa muito, mas muito mais voltar a escrever. Hoje não há muito para reflectir (haver até há, mas não me apetece). Apetece-me apenas deitar para aqui uma frase que hoje ouvi: "há pessoas que vivem diariamente em constante guerra (com elas, com os outros e com o mundo) porque são guerreiras por natureza. Por isso, andam cansadas e à beira do desespero. Não perderam a força, simplesmente precisam de descansar das armas".
Pronto, por hoje tenho dito! Amanhã há mais (a ver vamos...)
Pronto, por hoje tenho dito! Amanhã há mais (a ver vamos...)
domingo, junho 15
De Regresso
Depois de uma pausa prolongada, eis o regresso. Já alguém dizia que "o bom filho à casa torna". Um regresso ao conforto das palavras, dos desabafos e das coisas por vezes sem sentido. Hoje apetece-me falar de coragem e de força de vontade. Todos nós, cada um à sua maneira, somos chamados a exercícios contínuos destas duas qualidades. Pois a mim apetece-me tomar as duas em garrafões diários. Há alturas em que é preciso para que não se volte ao passado. Para que não se perca a força de sonhar. Regressar ao passado talvez seja impossível, mas deixar de sonhar é do mais comum nestes tempos. Irei voltar, com coragem e força de vontade para o regresso...
terça-feira, outubro 23
Atenta ao que te incomoda, tens ali um mestre
Há muito que não via nem ouvia esta frase. Hoje, por acaso (ou talvez não), chegou-me ao e-mail perdida num amontoado de outras frases e pensamentos que convém reter. Esta é, sem dúvida, a que se impõe. Ou não fosse a vida uma manta de retalhos de caminhos possíveis, escolhas, becos sem saída e novas oportunidades. O que incomoda é o que mais precisa de ser trabalhado, disso não tenho dúvida. E o melhor professor de todos é aquele que ensina a resolver problemas sem fazer a papinha toda. O que incomoda não nos dá a fórmula milagrosa, mas ajuda-nos a perceber que algo está mal e que precisa de ser ultrapassado/ resolvido.
A dúvida da existência é, porventura, o maior mestre de todos os que podemos encontrar. Não, não sou apenas eu quem pensa assim. Esta semana, já vi dois grandes "senhores" a questionarem-se. Primeiro, foi o escritor Paul Auster... e agora é a vez do Lobo Antunes. Estar perto da morte é pegá-la de caras e tudo se dimensiona. Mas estar integrado na vida também é, de certa forma, uma maneira de morrer para o que é acessório e permitir que o essencial venha à tona. O questionamento de dois grandes senhores fez-me perceber o quanto a alma humana é, ao mesmo tempo, grandiosa e pequenina. Quanto mais se dá, se investe, se esgota em criatividade... mais se percebe que há muito mais para dar, investir e esgotar-se em ser criativo. E mais rápido se percebe que, afinal, o que parecia ser sinal de grandeza não passa de um sinónimo de pequenez perante aquilo que se nos depara e que é, incomparavelmente, maior do que tudo.
Gosto do sabor de mudança da vida. Das surpresas, das derrotas que só mostram que somos muito fortes porque nos levantámos, das oportunidades que nos são dadas para fazer cada dia mais e melhor. Não gosto dos becos sem saída, dos muros demasiados altos que me impedem de trepar, das pessoas que pensam pouco porque têm medo de se perder na imensidão do mundo.
Sim, há coisas que me incomodam (e mal seria se assim não fosse). Mas sei que todas elas, a seu tempo, acabam por ser resolvidas. E não será assim com toda a gente?!
A dúvida da existência é, porventura, o maior mestre de todos os que podemos encontrar. Não, não sou apenas eu quem pensa assim. Esta semana, já vi dois grandes "senhores" a questionarem-se. Primeiro, foi o escritor Paul Auster... e agora é a vez do Lobo Antunes. Estar perto da morte é pegá-la de caras e tudo se dimensiona. Mas estar integrado na vida também é, de certa forma, uma maneira de morrer para o que é acessório e permitir que o essencial venha à tona. O questionamento de dois grandes senhores fez-me perceber o quanto a alma humana é, ao mesmo tempo, grandiosa e pequenina. Quanto mais se dá, se investe, se esgota em criatividade... mais se percebe que há muito mais para dar, investir e esgotar-se em ser criativo. E mais rápido se percebe que, afinal, o que parecia ser sinal de grandeza não passa de um sinónimo de pequenez perante aquilo que se nos depara e que é, incomparavelmente, maior do que tudo.
Gosto do sabor de mudança da vida. Das surpresas, das derrotas que só mostram que somos muito fortes porque nos levantámos, das oportunidades que nos são dadas para fazer cada dia mais e melhor. Não gosto dos becos sem saída, dos muros demasiados altos que me impedem de trepar, das pessoas que pensam pouco porque têm medo de se perder na imensidão do mundo.
Sim, há coisas que me incomodam (e mal seria se assim não fosse). Mas sei que todas elas, a seu tempo, acabam por ser resolvidas. E não será assim com toda a gente?!
domingo, setembro 2
Estrela do Mar...
Os que atentos estão transmitem por metáforas o que não precisa de ser dito por palavras soltas e vulgares. Valeu, amigo ;)...
Numa noite em que o céu tinha um brilho mais forte
e em que o sono parecia disposto a não vir
fui estender-me na praia sozinho ao relento
e ali longe do tempo acabei por dormir
Acordei com o toque suave de um beijo
e uma cara sardenta encheu-me o olhar
ainda meio a sonhar perguntei-lhe quem era
ela riu-se e disse baixinho: estrela do mar
Sou a estrela do mar
só a ele obedeço, só ele me conhece
só ele sabe quem sou no princípio e no fim
só a ele sou fiel e é ele quem me protege
quando alguém quer à força
ser dono de mim
Não sei se era maior o desejo ou o espanto
mas sei que por instantes deixei de pensar
uma chama invisível incendiou-me o peito
qualquer coisa impossível fez-me acreditar
Em silêncio trocámos segredos e abraços
inscrevemos no espaço um novo alfabeto
já passaram mil anos sobre o nosso encontro
mas mil anos são pouco ou nada para a estrela do mar.
Jorge Palma
Numa noite em que o céu tinha um brilho mais forte
e em que o sono parecia disposto a não vir
fui estender-me na praia sozinho ao relento
e ali longe do tempo acabei por dormir
Acordei com o toque suave de um beijo
e uma cara sardenta encheu-me o olhar
ainda meio a sonhar perguntei-lhe quem era
ela riu-se e disse baixinho: estrela do mar
Sou a estrela do mar
só a ele obedeço, só ele me conhece
só ele sabe quem sou no princípio e no fim
só a ele sou fiel e é ele quem me protege
quando alguém quer à força
ser dono de mim
Não sei se era maior o desejo ou o espanto
mas sei que por instantes deixei de pensar
uma chama invisível incendiou-me o peito
qualquer coisa impossível fez-me acreditar
Em silêncio trocámos segredos e abraços
inscrevemos no espaço um novo alfabeto
já passaram mil anos sobre o nosso encontro
mas mil anos são pouco ou nada para a estrela do mar.
Jorge Palma
segunda-feira, agosto 20
Quando o essencial é isto
If you search for tenderness,
it isn't hard to find
You can have the love you need to live
But if you look for truthfulness
You might just as well be blind
It always seems to be so hard to give
Honesty is such a lonely word
Everyone is so untrue
Honesty is hardly ever heard
And mostly what
I need from you
I can always find someone to say they sympathize
If I wear my heart out on my sleeve
But I don't want some pretty face
To tell me pretty lies
All I want is someone to believe
I can find a lover,
I can find a friend
I can have security until the bitter end
Anyone can comfort me with promises again
I know, I know
When I'm deep inside of me, don't be too concerned
I won't ask for nothin' while I'm gone
But when I want sincerity
Tell me where else can I turn
Because you're the one that I depend upon
Honesty is such a lonely word
Everyone is so untrue
Honesty is hardly ever heard
And mostly what I need from you
it isn't hard to find
You can have the love you need to live
But if you look for truthfulness
You might just as well be blind
It always seems to be so hard to give
Honesty is such a lonely word
Everyone is so untrue
Honesty is hardly ever heard
And mostly what
I need from you
I can always find someone to say they sympathize
If I wear my heart out on my sleeve
But I don't want some pretty face
To tell me pretty lies
All I want is someone to believe
I can find a lover,
I can find a friend
I can have security until the bitter end
Anyone can comfort me with promises again
I know, I know
When I'm deep inside of me, don't be too concerned
I won't ask for nothin' while I'm gone
But when I want sincerity
Tell me where else can I turn
Because you're the one that I depend upon
Honesty is such a lonely word
Everyone is so untrue
Honesty is hardly ever heard
And mostly what I need from you
quinta-feira, agosto 2
Nunca Voltes a um Lugar Onde Foste Feliz
Um destes dias fui confrontada com esta frase, sobre a qual não me tinha debruçado ao pormenor, mas que confesso já ter tido a sensação de que poderia fazer algum sentido. Seja depois do que for que nos aconteça, a vida deve continuar e devemos encontrar forças para seguir em frente. Isso pode implicar ter de ficar nos sítios, com lembranças coladas, ou ter de estar um tempo a passar por situações que não gostaríamos de todo. Na verdade, se pensar duas vezes, a frase faz sentido.
Voltar a um lugar onde já fomos muito felizes leva a que queiramos repetir o irrepetível. Leva a que nos apeteça construir uma nova história que deixará de fazer sentido precisamente porque já nada poderá ser como dantes. Ou, mesmo que se volte ao lugar e se tente escrever uma nova história, ela estará sempre toldada pela anterior e pela expectativa e exigência da excelência. Humildemente me resigno a essa evidência: "Não voltes a um lugar onde foste feliz". Não me refiro a situações que deixam marca, mas que passam com o tempo. Refiro-me a existências que nos tocaram bem fundo e que nos modificaram a tal ponto de terem permitido construir aquilo que hoje somos.
No que depender de mim, não voltarei lá mais... a não ser em memórias. A menos que a vida me obrigue a tomar tal caminho. E, oh, como ela tem uma forma tão directa de nos dizer que aquilo que mais tememos... é o que primeiro vem ter connosco...
Voltar a um lugar onde já fomos muito felizes leva a que queiramos repetir o irrepetível. Leva a que nos apeteça construir uma nova história que deixará de fazer sentido precisamente porque já nada poderá ser como dantes. Ou, mesmo que se volte ao lugar e se tente escrever uma nova história, ela estará sempre toldada pela anterior e pela expectativa e exigência da excelência. Humildemente me resigno a essa evidência: "Não voltes a um lugar onde foste feliz". Não me refiro a situações que deixam marca, mas que passam com o tempo. Refiro-me a existências que nos tocaram bem fundo e que nos modificaram a tal ponto de terem permitido construir aquilo que hoje somos.
No que depender de mim, não voltarei lá mais... a não ser em memórias. A menos que a vida me obrigue a tomar tal caminho. E, oh, como ela tem uma forma tão directa de nos dizer que aquilo que mais tememos... é o que primeiro vem ter connosco...
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